Semiologia médica
Biblioteca de semiologia médica: anamnese, ectoscopia, sinais vitais, glossário e etimologia.
Como o paciente diz
No prontuário
Material de estudo · versão 2.0 · outubro de 2026
A anamnese é a entrevista: o que o paciente percebe e conta, e como isso se registra. Do exame físico, estão no ar a ectoscopia e os sinais vitais; o restante está em revisão.
Conteúdo elaborado com apoio de inteligência artificial. As ilustrações são geradas por IA e podem conter imprecisões. Não substituem atlas nem livro-texto.
A anamnese é a entrevista clínica com o paciente. Esta página segue a ordem em que ela é conduzida e registrada: identificação, queixa principal, história da doença atual, interrogatório sintomatológico, antecedentes, hábitos de vida e condições socioeconômicas e culturais. Cada bloco traz o que perguntar, como escrever e um exemplo de registro. O interrogatório sintomatológico é o bloco 04 e percorre os sistemas do corpo. Os mesmos termos estão no , em ordem alfabética e com busca, e os radicais gregos e latinos na .
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As perguntas são geradas a partir do glossário e sorteadas a cada rodada, dando prioridade às que você ainda não viu. Todos os níveis estão abertos — cada um exercita uma habilidade diferente.
O paciente fala, você escreve o termo. Sem alternativas: aqui é preciso lembrar a palavra e a grafia.
Paciente refere
O paciente traz três queixas de uma vez, como acontece na consulta. Você escolhe a linha de prontuário que dá conta das três. As alternativas erradas trocam apenas um termo — é preciso conferir cada um.
Paciente refere
Qual linha registra corretamente as três queixas?
Monte o baralho e estude aqui mesmo, ou baixe para o Anki. Evocar é mais difícil e rende mais que reconhecer: prefira as direções que pedem o termo como resposta.
Os dezoito aspectos avaliados na ectoscopia, a opção esperada no paciente hígido e as frases para o registro.
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Temperatura, frequência respiratória, frequência cardíaca e pulsos e pressão arterial, com a saturação de oxigênio nos valores de referência. Cada etapa traz a semiotécnica, o padrão esperado no paciente hígido, a frase para verbalizar durante o exame e o que muda na criança, quando muda. Os destaques em âmbar são anotações úteis.
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Cada etapa com a semiotécnica, o padrão esperado no paciente hígido e a frase para verbalizar durante o exame. Os destaques em âmbar são anotações úteis — os erros mais comuns ao executar cada etapa.
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Materiais de estudo organizados por tema, escritos ao longo do curso. Cada um abre em página própria, com sumário, figuras e autoavaliação, e pode ser impresso ou salvo em PDF direto do navegador.
Os materiais desta seção entram nas próximas atualizações.
Um radical aprendido ajuda a entender termos novos.
Grego e latim entraram na medicina em camadas diferentes, e às vezes os dois radicais sobreviveram. Dois termos que parecem sinônimos podem ser um duplete.
Material de estudo de semiologia médica, feito por estudante para estudantes. Reúne a anamnese em texto corrido, com o interrogatório sintomatológico por sistema, a ectoscopia, os sinais vitais, o glossário dos termos, a etimologia e ferramentas de treino.
A ideia que organiza tudo é uma só: o que trava na prática raramente é falta de conhecimento clínico. É a passagem entre dois modos de dizer a mesma coisa. O paciente diz que vai ao banheiro toda hora mas sai pouquinho; o registro pede polaciúria. Por isso cada sintoma, e cada sinal que o paciente pode perceber, aparece em três registros — como o paciente diz, o que significa e como fica escrito no prontuário — e a busca funciona nas duas direções.
O Peseshet é escrito e mantido por Tâmara Habka, estudante de medicina em Brasília. O site começou como o material que ela organizou para estudar semiologia, a partir do Porto, e foi crescendo a cada sistema estudado.
A pergunta que organiza o projeto vem de antes da graduação, do tempo em que atendia com medicina integrativa: entre o que a pessoa diz sentir e o que se escreve no prontuário existe uma tradução, e ela quase nunca é ensinada de frente. O site é a tentativa de ensinar essa passagem nas duas direções.
Correções, discordâncias e sugestões são bem-vindas e ficam registradas: quando uma definição muda, o site diz o que dizia antes e por que mudou.
Estudantes de medicina cursando semiologia. É o público para o qual cada linha foi escrita. Serve para consultar um termo no meio do estudo e montar a anamnese.
Estudantes de outras áreas da saúde. A parte de tradução entre a fala do paciente e o registro clínico não é exclusiva da medicina — enfermagem, fisioterapia e fonoaudiologia enfrentam o mesmo problema. O roteiro de anamnese segue a estrutura médica, então vale menos fora dela.
Quem já se formou e quer revisar terminologia. O glossário e o dicionário etimológico funcionam para consulta pontual.
E é honesto dizer para quem não é.
Não é para o paciente. O site explica como registrar o que a pessoa diz, não como entender o que o médico escreveu. Uma seção voltada a isso está entre os planos, mas ainda não existe.
Não substitui o livro. É material de apoio e consulta rápida. As definições são curtas por escolha; a profundidade está no Porto.
Não serve para decidir conduta. Não há doses, protocolos nem critérios diagnósticos completos, e não deve ser usado com o paciente na frente para decidir o que fazer.
Peseshet viveu no Egito do Antigo Império, na Quarta ou na Quinta Dinastia, por volta de 2500 a 2400 a.C. Tudo o que se sabe dela vem de uma única fonte: uma falsa-porta na mastaba de Akhethetep, em Gizé, escavada por Selim Hassan entre 1929 e 1930. A maior parte das leituras a identifica como mãe de Akhethetep, embora o parentesco não seja consenso.
A inscrição lhe atribui o título imy-r swnwt, geralmente traduzido como supervisora, ou diretora, das médicas. Swnw é a palavra egípcia para médico; o -t final marca o feminino. A existência do título é o dado mais interessante da inscrição: ele indica que havia médicas em número suficiente para precisarem de uma supervisora.
Ela também aparece com os títulos de conhecida do rei e de supervisora das sacerdotisas funerárias da mãe do rei — o que a situa próxima da corte.
O que não se sabe: se Peseshet exercia a medicina. O título indica que supervisionava médicas, e supervisionar não é necessariamente praticar. Também não se sabe nada da sua vida, da sua formação ou do que fazia no dia a dia. A datação varia entre a Quarta e a Quinta Dinastia conforme o autor.
Porque a história dela é, ela própria, uma lição sobre o que este site tenta fazer.
Durante quase um século, o título de primeira médica da história foi dado a outra pessoa: Merit-Ptah, citada em livros, em listas de mulheres na ciência, e até homenageada com uma cratera em Vênus. Em 2019, o pesquisador Jakub Kwiecinski mostrou que Merit-Ptah provavelmente nunca existiu — a figura teria nascido de uma confusão feita por uma autora do início do século XX, que leu sobre Peseshet e registrou o nome errado. O erro foi copiado adiante por décadas, cada cópia parecendo mais confiável que a anterior, porque agora havia muitas fontes dizendo a mesma coisa.
É exatamente assim que material de estudo circula entre alunos. O dicionário que deu origem a este projeto trazia eclâmpsia definida como pré-eclâmpsia, um critério de sepse revogado em 2016 e uma sigla anatomicamente impossível — e vinha sendo repassado assim havia anos, sem que ninguém checasse, porque já estava impresso.
Peseshet é a que estava certa embaixo do erro. Dar o nome dela ao site é um lembrete de conferir a fonte, escrever a data da revisão e deixar um caminho fácil para alguém apontar o que está errado.
O texto é elaborado com apoio de inteligência artificial e organizado e conferido pela autora a partir do Porto. As ilustrações geradas por IA são identificadas como tal, podem conter imprecisões e não substituem atlas nem livro-texto.
Referência clínica principal: PORTO, C. C.; PORTO, A. L. Exame clínico. 8. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2017. As normas citadas nas páginas Anamnese e Sinais vitais estão listadas nas referências de cada uma.
Sobre Peseshet, as afirmações acima se apoiam na publicação da escavação de Selim Hassan (1932), nas leituras egiptológicas do título imy-r swnwt e, quanto a Merit-Ptah, no trabalho de Kwiecinski publicado no Journal of the History of Medicine and Allied Sciences. Onde as fontes divergem, o texto diz que divergem.
Licença e ilustrações. O texto e as figuras de autoria própria deste site estão sob CC BY-NC-SA 4.0. As ilustrações creditadas a terceiros — indicadas na legenda de cada figura — mantêm os direitos de seus titulares e não estão incluídas nessa licença.
Achou um erro? Escreva para tamarahabka@sempreceub.com.
13 de outubro de 2026. Duas partes do exame físico voltaram ao ar, cada uma em aba própria: Ectoscopia e Sinais vitais. O restante do exame físico continua em revisão. Mudanças em relação à versão anterior: a temperatura axilar normal passou de 35,4 a 37,4 °C para 35,5 a 37 °C, conforme o Porto. A pressão arterial passou a ser classificada pela Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 (normal abaixo de 120/80; pré-hipertensão com sistólica de 120 a 139 e/ou diastólica de 80 a 89 mmHg), e o texto indica também as classificações do Porto (2010) e do protocolo do SUS (2025). O intervalo sem exercício antes da aferição da pressão passou de 60 para 90 minutos no adulto, e o manguito passa a ser desinsuflado a 2 a 3 mmHg por segundo (antes, cerca de 2). O pulso radial passou a ser palpado com as polpas do indicador e do médio (antes, também do anular), com o polegar apoiado no dorso do punho, como descreve o Porto. Os valores de frequência respiratória e cardíaca da criança foram revisados e trazem a fonte. Entraram a saturação de oxigênio nos valores de referência e a proibição do manômetro de coluna de mercúrio em serviços de saúde (RDC Anvisa nº 922/2024). No registro da ectoscopia, passaram a ser aceitos “atípica” ou “normal” para a fácies e “lúcido” ou “consciente” para o nível de consciência. As referências de Sinais vitais estão na própria página.
11 de outubro de 2026. A aba Interrogatório sintomatológico passou a se chamar Anamnese, e o interrogatório sintomatológico é agora o quarto bloco dela. O glossário passou de 365 para 404 verbetes. Cada verbete indica a natureza do termo (sintoma, sinal, condição clínica e outras) e os blocos da anamnese em que aparece. Tabagismo e Etilismo passaram a se chamar Uso de tabaco (tabagismo) e Consumo de bebidas alcoólicas (etilismo). Os sinais que o paciente não percebe passaram a remeter ao exame físico. Foram revisadas as definições de 28 verbetes, principalmente valores de corte, que variam entre as referências. As normas citadas estão listadas nas referências da página Anamnese. A busca separa os resultados por tipo e permite filtrar pelos blocos da anamnese. Glossário e Etimologia voltaram ao menu principal e continuam acessíveis também pelo menu da Anamnese. O exame físico foi retirado do ar para revisão.